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A saga do herói em sala de aula – A jornada do aprendiz

28 de fevereiro, 2020 - por Max Franco

O Storytelling é uma metodologia que pode ser utilizada em diversas áreas do mundo atual, afinal quem não gosta de uma boa história. 
É por isso que identificamos o uso do método na publicidade, na política, nas redes sociais e até nas religiões. É sempre bom lembrarmos que não há religiões sem narrativas e, inclusive, com história de sacrifícios e ressurreição, fases clássicas da Jornada do herói descrita por Campbell.
O que poucos se dão conta é que também podemos fazer uso do storytelling em sala de aula. Também podemos envolver e persuadir o nosso público com histórias pedagógicas. 
Mas como podemos aplicar o storytelling em sala de aula?

O professor do século XXI não pode mais se satisfazer apenas “dando” aula por uma simples razão: nem tudo que é dado é aceito.

Ao caminhar pelas ruas do centro da cidade, por exemplo, é natural que nos queiram dar dezenas de panfletos diversos. Raramente eu aceito.

– É dado, mas eu não quero.

A mesma reação pode ocorrer com a sua aula, Professor! É duro de dizer, mas o fato é que você pode estar sendo um panfleteiro na esquina da sua sala de aula.

Mas, qual é a solução desta questão?

A resposta é simples, mas a realização nem tanto.

– O seu aluno precisa querer receber a sua aula. Na verdade, precisa desejar o seu conhecimento para si.

As metodologias ativas aparecem como recursos modernos que podem transformar as suas aulas em atividades envolventes, participativas, inquietantes, desafiantes e, por isso, desejadas.

Gamificação, sala de aula invertida, PBL, Maker e o storytelling são alguns desses métodos, os quais, atualmente, estão fazendo a diferença em sala de aula e engajando os alunos.

O storytelling, por exemplo, propõe que o professor faça uso de narrativas seguindo as técnicas utilizadas nos filmes, séries e livros de grande sucesso. Há métodos para isso. O mais célebre é a “Jornada do herói”, uma sequência típica que se faz presente nas grandes sagas, lendas e mitos da humanidade. 

Foi Joseph Campbell, o grande mitólogo americano, que compilou essa clássica estrutura no seu livro “O herói de mil faces” (1949), mas quem a popularizou foi o cineasta Christopher Vogler ao “traduzi-la” em um manual para roteiristas que acabou norteando dezenas de produções cinematográficas (Mulan, Matrix, Rei Leão…).

O storytelling é uma metodologia que pode (e deve) ser trazida para a sala de aula por uma razão bastante óbvia: todo mundo ama boas histórias. Portanto, se o professor utilizar técnicas que explorem o uso de narrativas na sua aula, certamente haverá envolvimento dos alunos de tal forma que, não só o tempo passará rápido e a aprendizagem ocorrerá, mas, principalmente, eles vão ficar contando os dias para a próxima aula.

É uma dica boa de se conferir.