A primeira competência

20 de setembro, 2018 - por Max Franco

Conhecimento: a primeira competência e como ela pode ser desenvolvida em viagens pedagógicas

A BNCC é o assunto do momento em qualquer instituição de ensino básico. Educadores de todo o país estão quebrando a cabeça e envolvidos com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As secretarias de educação e escolas sabem que precisam se debruçar na elaboração de um novo currículo e que precisam pensar em adequações de seus projetos político-pedagógicos. O professores por sua vez, necessita reavaliar seus planejamentos para adequá-los às demandas na nova BNCC.
A competência 1, que trata da construção do conhecimento, está centrado na necessidade de estimular os estudantes a valorizar e utilizar o conhecimento sobre o mundo para que eles possam ser capazes de entender e de intervir na realidade.
Esta competência não é a primeira por acaso. Afinal é a própria essência da prática do estudo. Estuda-se, antes de qualquer coisa, para acumular conhecimentos.
A competência 1 dialoga, portanto, com todos os componentes curriculares. Ela incentiva a prática da curiosidade e o desejo de aprender. Além disso, ela se preocupa em responder à velha pergunta de todo aluno: “para que serve aprender isso?”.
Com o desenvolvimento desta competência, deseja-se não só colher informações, mas, principalmente, realizar uma curadoria sobre estas informações. Quais são as fontes destas informações? Quais as suas aplicações? Como colocá-las em prática?
Na verdade, com esta competência, pretende-se além de acumular conhecimentos, estimular a prática de questionamentos e perguntas sobre a realidade. A competência 1 deseja fomentar um ambiente de contextualização do conhecimento.
Como é possível se observar, a inserção do estudo do meio no cotidiano escolar é mais uma estratégia para a aplicação desta competência tão fundamental. Afinal, poucas atividades são tão oportunas para incrementar a busca, a representação e a significação do conhecimento quanto estudos de campo e viagens pedagógicas.
Quando existe um planejamento cuidadoso da escola e compromisso dos educadores, é possível realizar expedições educacionais centradas na obtenção de conhecimento. É também imprescindível que ocorra uma parceria entre todos os atores envolvidos nesse processo pedagógico: professores, pais, alunos e, claro, agência parceira.
Ao observar todos os aspectos práticos e teóricos relacionados à competência 1 e despertando um olhar contínuo de curiosidade dos alunos, decerto a aplicação de estudos do meio na prática pedagógica será uma das ferramentas mais úteis para construção e valorização do conhecimento no ambiente escolar.
Viajar, afinal, é sempre uma grande fonte de conhecimento. Além das mais prazerosas.