O show que deve continuar

02 de janeiro, 2018 - por Max Franco

O show tem que continuar

 

2017 acabou. Começou 2018, mas ainda há, para muitos, algum tempo de férias. O mês de janeiro ainda é sinônimo de dormir tarde, maratonas de séries, bons livros, muita atividade ao ar livre, praia e piscina, e, é claro, como não pode ser diferente: de cinema.

Neste período, há bons filmes em cartaz e, principalmente, durante a semana, é possível frequentar as salas de cinema aproveitando preços mais acessíveis.

Em particular, há alguns filmes que merecem tela grande, isto é: som de cinema, tela de cinema, poltrona de cinema, pipoca e guaraná de cinema e, é claro, companhia boa de cinema. Nesta temporada, destaco as produções “Extraordinário”, a nova sequência de “Star wars”,  “O destino de uma nação”, “O assassinato no orient express” e “O rei do show”.

Há filme que dá para se assistir na TV de casa sem grandes perdas, mas alguns pedem tela de cinema. Este é o caso de “O rei do show”. Não sei se você gosta ou não de musicais, mas devo dizer que este, até os menos afeitos ao gênero, apreciaram e indicaram.

Primeiro, precisamos falar desse tal de Hugh Jackman, um dos atores mais talentosos e polivalentes de Hollywood. Apesar do seu layout de Wolverine, papel  que dificilmente encontrará atuação à altura, o australiano consegue levar qualidade como protagonista de dramas (Os supeitos, 2013), comédias (Scoop, o grande furo, 2006) e musicais (Les miserables)  e o filme em cartaz, “O rei do show”.

“O rei do show” conta a história de Phineas Taylor , um showman e empresário do ramo do entretenimento norte-americano que ficou famoso ao promover as mais famosas fraudes (hoaxes) e por fundar o circo que viria a se tornar o Ringling Bros. and Barnum & Bailey Circus. Seus sucessos o transformaram no primeiro milionário do show business.  Embora Barnum tenha sido autor, editor, filantropo  e até  político, era assim que se conceituava: “Eu sou um showman por profissão e todo o embelezamento não fará de mim nada mais”.  Ele mesmo dizia que seus objetivos pessoais eram “colocar dinheiro no cofre”.

Neste filme, porém, não é exatamente este naipe de mercenário que você irá ver. O mercenário foi romantizado, obviamente. Desde o início, você irá perceber que ali se trata de um conto de fadas e, como um conto de fadas, tem um fim previsível. Mas, não pense muito nisso, relaxe e aproveite a viagem que é muito boa.

Com músicas “pop” envolventes, coreografias atraentes, atuações convincentes e um jogo de câmeras, especialmente, competente, você irá assistir a um filme que justifica o preço que pagou na bilheteria. Só não se justifica – jamais – o preço da pipoca. Com aquela grana, você sabe, daria para comprar um milharal.

Outro viés bacana do “O rei do show” é a mensagem de tolerância e respeito às diferenças que brilha em neon no filme. É uma mensagem nada subliminar, mas muito coerente, apesar do seu bom mocismo meio clichê.

Em outras palavras, deixe o preconceito em casa, trancado no quarto, amarrado e amordaçado, e siga para a sala de cinema da qual mais gosta. Ao assistir ao filme do eclético Hugh Jackman, você irá se divertir e, quem sabe, também se emocionar.

Afinal, o que você pode esperar mais de um filme?