Loving Vincent

17 de maio, 2018 - por Max Franco

 

 

Que tal assistir no conforto do seu sofá (o da sua cama) a um bom filme “de arte”?

Pois é: o netflix lançou há pouco tempo o belo filme holandês chamado “Loving Vincent”, um longa nada long, mas   com grande apuro técnico, efeito visual revolucionário e abordagem da história do grande e atormentado pintor Vincent Van Gogh, um dos artistas mais consagrados e venerados da humanidade (depois de morto e bem enterrado!).

Enquanto vivo, porém, Vincent foi pouco amado.

Neste filme, que é uma verdadeira viagem quase lisérgica para dentro das maravilhosas (e tristes)  telas do pintor holandês, podemos entender muitas das angústias  de Vincent, como também cogitar sobre os fatos e motivos que o precipitaram para a sua morte precoce. Van Gogh morreu com menos de 40 anos e com mais de 800 quadros pintados. Dizem, no entanto, que vendeu só um, a Vinha escarlate. Entretanto, atualmente, qualquer um dos seus quadros alcançaria em leilão mais de cem milhões de dólares.

Uma daquelas clássicas ironias que a Arte e a Vida são especialistas em patrocinar.

Vincent foi um sujeito extraordinário que produziu uma arte única e inédita. Vincent inventou Van Gogh e o seu estilo singular. Vincent, porém, nunca colheu os louros dos seus méritos. No jogo da vida, só colheu derrotas e mais derrotas, uma atrás da outra. Por tudo isso, ele sempre foi um artista desgraçado. A sua genialidade  era tanta, no entanto, que ele pintava uma desgraça colorida, flamejante, incandescente.

Vincent se matou, como afirmam alguns dos seus biógrafos?

Assista a “Loving Vincent” e tire as próprias conclusões.