Storytelling universal

03 de outubro, 2019 - por Max Franco

Storytelling no turismo no Congresso Nacional da ABAV.

Storytelling na Educação na Unifor, na Facine e no IBFE.

Storytelling para a liderança na Inova Business School de SP.

Storytelling nos negócios na EASE.

Storytelling para vendas na CAMED.

Mentorias em Storytelling.

Isso tudo só no último mês.

O que está havendo com esse tal de storytelling?

A questão é que, de repente, descobriram que narrativas são recursos poderosos no afã de se convencer alguém de qualquer coisa.

“Qualquer coisa”?

Sim, qualquer coisa.

Se acreditamos naquilo em que acreditamos, é pelo fato de termos confiado em narrativas. Inclusive algumas narrativas estapafúrdias, como o nazismo, o terraplanismo, as fake news,  campanha antivacina, o negacionismo do aquecimento global, o globalismo, a inquisição, a xenofobia, homofobia e outras fobias sociais são sustentadas por histórias contadas com o objetivo se “vender” alguma ideia, ideologia, religião, em outras palavras, alguma convicção. Quem conta uma história, geralmente, quer algo seu: a sua adesão mesmo inconsciente a um ideário ou conceito quaisquer. A história, nesse contexto, é sempre permeada de intencionalidades.

Mark Twain dizia: “Para quem tem só um martelo na mão, tudo é prego!”

Definitivamente, nem tudo é narrativa com segundas intenções.

Por exemplo, a história dos livros didáticos pode ser vista como storytelling? Preciso dizer que sim. O Brasil foi “descoberto” por? Essa é uma pergunta infame de tão comum. Entretanto, há registros e mais registros que essa descoberta não se deu como diz o senso comum. A história do Ceará cita certo Vicente Pinzón chegando pelos nossos litorais meses antes das naus do célebre português. O Rio Grande do Norte tem também uma versão potiguar dessa narrativa. Esse é só um exemplo de incontáveis situações e abordagens diversas. A própria palavra “descoberta” é uma narrativa. Afinal, o Brasil já tinha sido descoberto por gerações de milhões de nativos indígenas há milhares de anos.

A Literatura, o Cinema, o Teatro, a TV… todos contam histórias. Obviamente, há intenções explicitas e nem tanto nessas narrativas. Minimamente, eles desejam algo seu: a sua atenção. Storytelling? Prego? Vale a discussão.

Observando essa abrangência do Storytelling, por qual motivo não seria aplicado no turismo, na Educação, nos negócios e em tantos outros nichos da sociedade atual?

O importante é conhecer a metodologia, entender as técnicas para se contar uma boa história e ter esse martelo na sua caixinha de ferramentas para o momento no qual possa ser útil. Tem vez em que um martelo é tudo do que precisamos.