Modalidade de mentor

18 de fevereiro, 2019 - por Max Franco

Mentoria é uma das palavras do momento, ao lado de “curadoria”, “propósito”, “empoderamento” e, talvez, “ansiolítico”. O fato é que, enquanto o coach está caindo em desuso – decerto pela banalização e pelos embustes de atuação –,  o mentor está em alta. Esperemos, no entanto, que não obtenha o mesmo destino do coaching.

A rigor, alguns especialistas esboçam uma diferença essencial entre o Coach e o Mentor. A Sociedade latino-americana de coaching (SLAC), por exemplo, afirma que:

“A principal diferença é que no processo de coaching, o profissional não diz ao seu cliente o que fazer, e não precisa ser necessariamente mais velho ou ter mais experiências que o cliente. Seu objetivo é apoiá-lo a fazer reflexões, ter novos insights sobre sua vida e carreira, através de metodologias, técnicas e ferramentas do coaching que primam pelo autoconhecimento e evolução contínua para ter maior compreensão de quem ele é.

Já no mentoring, um profissional mais velho e mais experiente assume a missão de passar conhecimento a um jovem talento e, como um mentor, o ajuda em questões ligadas à sua carreira e de modo geral, em questões de cunho pessoal. (…)”

Pessoalmente, não sei se gosto desse conceito porque delimita bastante o papel do mentoring. Quem poderia impedir que o mentor realize as funções atribuídas ao mentor e virse e versa?

Nesse atual momento pelo qual passamos, confuso e caótico, o importante é que possamos ter alguém para nos orientar e com quem possamos compartilhar nossas decisões profissional. Para as questões pessoais, obviamente, o ideal, dependendo da questão, é que seja sempre um terapeuta, psicólogo ou um psiquiatra. Mas, quando se trata de situações pontuais, um bom mentor pode fazer a diferença.  Entretanto, como há coaches e coaches, há também mentores e mentores. Qual seria o mentor ideal para você? O mundo da ficção pode nos ajudar a fazer essa escolha. Vejamos:

– Mentor Gandalf – O mago Gandalf é uma espécie de mentor que “suja as mãos”. Ele não fica lá acima do bem e do mal só propondo charadas existencialistas e dando pitaco em tudo. Gandalf é um mentor comprometido com a causa e corre risco de vida junto aos heróis da façanha. É um excelente personagem para se ter do lado;

– Mentor Mestre dos Magos – Esse é o inverso do anterior. Só sabe emitir opiniões desconexas e some nas horas mais difíceis. Evite!

– Mentor Hannibal – É uma espécie de “Mestre dos magos” serial killer e psicopata-canibal. Precisa dizer mais alguma coisa para você correr léguas?

– Mentor Dori – Há diversos mentores excêntricos no mundo da ficção e, por isso, a peixinha simpática Dori não está sozinha nessa lista. Apesar de não ser muito pragmático ter uma mentora que se esquece de tudo, ela exerce um papel importante de motivação quando repete “continue a nadar – continue a nadar”. Além disso, não nos esqueçamos que a Dori é bilíngue. Ela é fluente em balees!

– Mentor Tio Ben – É o tio e mentor do Peter Parker, aquele que diz a famosa frase que define todo super-herói: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades!”. Esse é um mentor que vai funcionar sempre como um farol moral e espiritual para o herói. Há mentores que servem como inspirações e espelhos por toda a vida.

– Mentor Wilson – É um mentor semelhante ao do “Clube da luta”, mas – sem querer dar spoiler – muita vez o melhor mentor que você pode ter é você mesmo!

– Mentor Sr. Miyagi – É uma mistura entre Dumbledore, Aslam, Gandalf, Obi Wan e Mestre Yoda. Sr.Miyagi é afeito a adágios, adivinhações e treinamentos não convencionais. É um mentor que pode lutar lado a lado com o herói, mas prefere só orientar. Mesmo assim, contrate.

– Mentor Vito Corleone – Evite.