Precisamos de histórias

03 de abril, 2016 - por Max Franco

 

Desde que existe o homem e este homem vive numa comunidade com outros seres humanos – se comunicando entre eles – existem histórias.
E, principalmente, nos momentos de maiores crises, como em recessões, depressões econômicas e guerras de grande proporções, as histórias versam sobre heróis. É uma busca natural, ancestral, de modelos, nem que sejam ficcionais, os quais nos inspirem a buscar a coragem, a resiliência, a motivação necessárias para superarmos as crises.
O Superman , por exemplo, nasceu no meio da maior dificuldade econômica que os Estados Unidos já passaram.
Nós também estamos vivendo um período de obstáculos agudos. Uma fase onde só se fala de desânimo. O pessimismo está em voga. Viva o fim do mundo porque ele está na calçada e vem chegando.
O que fazer?
Eu digo.
Precisamos de histórias.
Porque histórias e heróis nos mostram o melhor lado do ser humano: a nossa capacidade de superação!
Pensando nisso, hoje eu tenho uma historinha, uma fábula que me foi contada pelo meu amigo, o empresário de turismo, Murilo Santa Cruz.

Havia este tanque que estava cheio de sapos. Isso. Por que de sapos? Porque a história é assim. Se não gostar de sapos, vá fazer outra coisa.
Por que os sapos estavam num tanque? Porque eles não estavam num outro lugar. Se for criticar a história – já disse – vá fazer outra coisa e larga mão de ser chato.
Os sapos estavam num tanque. Mas não estavam satisfeitos em estar nesse tanque. Parece um país que conheço. Um país perto do nosso.
Todos os habitantes do tanque ficavam o tempo todo resmungando e falando mal das condições de vida naquele tanque. Criticavam tudo. O preço dos combustíveis, a corrupção, os impostos, o BBB, o rebaixamento do Vasco da Gama, todas as desgraças existentes naquele tanque desgraçado.
Foi aí que um sapo teve uma ideia:
Vamos fugir do tanque.
Como fugir? Dá para fugir?
Claro que dá para fugir, a gente é sapo e sapo salta. Vamos saltar e ir embora desta joça.
Salta você primeiro.
Por que eu?
Porque eu dei a ideia. Vai, salta. Vai amarelar?
Eu sou verde. Eu não amarelo. – disse o sapo e pulou. Infelizmente, mal alcançou a metade da parede da distância. Meteu a cara na parede e caiu feio.
É a minha vez. – disse o outro sapo. Pegou distância e pulou também. O resultado não foi muito diferente e ele desabou no chão com a cabeça amassada.
Nesta altura, havia se amontoado um bocado de sapo. Todos emitindo as piores opiniões. Declarando a impossibilidade absoluta daquela iniciativa. ” A fuga é impossível! ” decretou a coletividade.
Até que um sapinho mirrado, de jeito encabulado, pernas finas, abriu caminho meio da turba e, mesmo em meio a todas as previsões de catástrofe, deu um salto impressionante até a borda do tanque. Ele conseguira. O impossível tinha sido feito.
Ei, sapo! – gritou o sapo-chefe. – Ei, sapo! Parabéns! Que maravilha! Como você conseguiu tal façanha? Ensine para nós! Todos queremos sair do tanque… Ei, sapo, por que não responde? Não quer nos ajudar?
Não é isso! – disse uma sapinha simpática ali perto. – É que ele é surdo mesmo!
Moral da história: você entendeu.
Ps.: ou você é burro pra #{%}€|!|>|€|€\€\^\%^%%%>