A arma do herói

05 de abril, 2016 - por Max Franco

Conhecer é tarefa difícil. Conhecer-se mais ainda.

Conhecemos pouco o mundo, menos as pessoas. Pessoa é troço imprevisível.

Conhecer é tarefa tão desafiante que até o que está mais próximo é difícil de conhecer. E o que há mais perto de nós do que nós mesmos? Por acaso, conhecemo-nos? Você saberia citar, com exatidão, as suas virtudes? Enumeraria suas limitações? Ou, como diz Sartre, o inferno é o outro (e somente o outro!)? Você conhece os próprios diferenciais? No que você é – de fato – bom? Qual o valor da sua entrega? Qual a sua arma na história que você vive? Todo herói tem uma arma.

Harry Potter, a varinha;

Batman, o cinto de utilidades;

O Homem de ferro, a armadura;

Thor, seu martelo;

Capitão América, o escudo;

James Bond usa mil apetrechos dos mais criativos (queria só o Aston Martin);

Em Nárnia, cada uma das crianças recebe uma arma. Exatamente como na Caverna do dragão;

Todo herói tem sua arma, nem que seja coragem, ousadia, inteligência, audácia, força, fé, persistência…O mercado soube utilizar deste elemento que também faz parte do nosso inconsciente coletivo. Para Campbell, o herói deve entrar na caverna escura para enfrentar o dragão trazendo a sua espada. No fim, toda arma é espada, todo antagonista, dragão.

Neste vídeo promocional, pergunto-lhe: