Sherlock

03 de abril, 2016 - por Max Franco

Eu tenho uma longa história de amor com Sherlock Holmes.

Comecei a ler Conan Doyle aos 14 anos. Naquela época era viciado nestes autores de “mistério”, quase todos, ingleses: Agatha Christie, Edgar Wallace, Edgar Allan Poe e, é claro, Conan Doyle.

Fico, portanto, muito feliz de dar continuidade a esta antiga paixão com oportunidade que a BBC me oferece.

Sherlock, a meu ver, ao lado de House of cards e Game of thrones, é uma das melhores séries da atualidade.

Fico imaginando o que o médico frustrado, nascido em Edimburgo em 1859, imaginaria ao contemplar o sucesso do personagem que, quase despretensiosamente, ele criou há mais de um século. Holmes é um fenômeno absoluto de crítica, de público, de tudo.

Mérito pela escolha de um personagem que parecia tão chafurdado que não mereceria mais investimentos. Mérito dos produtores, diretores, roteiristas, mas, claramente, também, dos atores que fazem os papéis centrais.

Benedict Cumberbatch e Martim Freeman são simplesmente espetaculares.

Por isso, imagino o tal Arthur Conan Doyle,  chegando a Portsmouth com menos de dez libras bolso e começando a atender como médico na em Southsea. Os negócios, para a nossa sorte, não tiveram muito sucesso; e enquanto aguardava por pacientes que não apareciam, ele se dedicou a escrever suas histórias. A sua primeira obra notável foi Um Estudo em Vermelho, publicada no Beeton’s Christmas Annual de 1887, e que foi a primeira vez em que Sherlock Holmes apareceu. Holmes era parcialmente baseado em seu professor de sua época na universidade, Joseph Bell, que dizia que poderia diagnosticar um paciente apenas ao observá-lo. ( House, como sabem, também é baseado em Holmes! ).

A única crítica que faço à série é a sua constância. A BBC estimula crises de abstenção gravíssimas. Eles demoram séculos para lançar novos episódios. Isso é crueldade maior do que as do Professor Moriarty. Em 2016, por exemplo, só produziram um. Imperdoável!