O mundo sem fim – Ken Follett

20 de abril, 2016 - por Max Franco

Eis um livro!

É verdade, que não daria nunca para dizer que é um abacaxi, ou uma telha, ou algo diferente de um livro. Mas, há livros e livros, como há pneus e pneus.

Quero, na verdade, dizer que esse é um grande livro. (E, também posso dizer, mesmo correndo o risco de ser taxado de infame, que é um livro grande.)

Por sinal, de tão volumoso, há quem diga que ele consegue suprir duas necessidades urgentes do homem moderno: ele informa e entretém, como todo bom livro deve, primordialmente, fazer e, ainda, pode lhe servir como escudo para bala perdida e como arma para se defender de algum malfeitor. Afinal, ninguém iria gostar de levar umas lapadas na cabeça com mais de mil páginas, como, de fato, tem “O mundo sem fim”, do renomado ficcionista britânico Ken Follett.

Ken (quem?) tem umas duas dezenas de títulos que caíram no gosto de leitores em todo o mundo (sem fim!). Ele é um dos autores mais traduzidos da atualidade, teve diversos livros transformados em filmes, séries e é habitué das listas de best Sellers. Follett tem temas como espionagem e a segunda Grande Guerra como a sua seara predileta, basta ver por obras tais como “A chave para rebeca”, “O buraco da agulha”, “ O triângulo”,  “O homem de São Petesburgo”, “O vôo da vespa” e “ Jackdaws”. No entanto, seu livro mais aclamado foi ambientado na idade média. “Os pilares da terra” (volume 1 e 2) é o tipo de livro que consegue agradar todo tipo de leitor (menos o ranzinza, é claro! Esse tipo, por sinal, nada lhe agrada e, se, por algum milagre dos céus, algo agradasse, ele diria que não agradou só para não agradar a ninguém!)

“Os pilares” foi lançado em 1989 e ganhou o mundo, atraindo adeptos cada vez mais entusiasmados com o seu estilo de escrita que consegue atrair até o leitor menos habitual. Em 2007, com “O mundo sem fim”, ele repetiu a receita e, de certa forma, deu uma espécie de seqüência ao primeiro livro. Digo “uma espécie” porque, de fato, não há uma continuidade do enredo anterior, mas apenas o enfoque em alguns dos descendentes do livro inicial. Além disso, a temática da construção de catedrais continua nessa nova edição, como também a descrição de costumes do homem medieval.

Sei que “O mundo sem fim”, até pelo seu volume, desestimula certas categorias de leitores, mas recomendo que não se encabulem e não percam de vista que tamanho, de fato, não é documento. Com jeito, vai…

Lembro que há também a série produzida pela mesma equipe que fez “Os pilares da terra” ( série da qual  já tratei anteriormente ). Entre os dois, fique com ambos. Mas leia primeiro o livro.