Storydoing ou Storytelling?

12 de maio, 2016 - por Max Franco

Essa é uma pergunta que, cada vez mais,  tem aparecido no meio publicitário e a razão é pertinente, afinal, o storydoing, com o seu talento de provocar engajamento emocional baseado numa suposta espontaneidade, tem ganhado muito terreno como opção de propaganda.

A possibilidade de veicular estas campanhas, as quais são, geralmente, mais longas do que as puramente ficcionais, nos portais e redes sociais. São mídias mais baratas e que comportam com mais conforto e até mais visibilidade do que a TV.

Nesta campanha da Sansung, podemos apreciar uma produção muito competente que, ainda, traz um viés humano e social. Tudo para gerar o tão almejado envolvimento emocional com a causa e, certamente, com a marca.

Apesar deste crescimento do storydoing, estou seguro de que o storytelling terá sempre o seu espaço. Há elementos nas narrativas ficcionais que conseguem retratar a alma e a natureza humana com uma “verdade” até maior do que a verdade ordinária e cotidiana. Como dia Hemingway, “Todos os bons livros se parecem e são mais reais do que se estivessem existido de verdade.” A humanidade conta histórias desde que pode se chamar de homem e de mulher, e, decerto, contará enquanto houver palavras e seres humanos sobre a Terra.

Confira o vídeo.