O vazio cotidiano

18 de março, 2019 - por Max Franco

Como preencher o vazio existencial dos nossos tempos?

Alguns acham que conseguirão compensar as suas lacunas com coisas, outros, com experiências.

Outros, com coisas que representariam experiências.

O fato é que, pela natureza inquieta da raça humana, mais cedo ou mais tarde, estaremos insatisfeitos com essas coisas e experiências e desejando outras. Vivemos na era da ansiedade.

As redes sociais vieram para reforçar ainda mais os sentimentos de frustração e solidão. A doença do século não é mais a tuberculose, nem a gripe espanhola, nem a aids, mas parece uma grande epidemia: a depressão.

O que fazer para encontrar sentido em uma vida que, cada vez mais, parece ser isenta de significados?

Nem todo mundo sabe tratar dessa questão com a sanidade necessária. Alguns vão apelar para modelos hardcore de escapismo. Outros, de maneira ainda mais perigosa, vão tentar alcançar a tão almejada celebridade, custe o que custar.

O desejo de protagonismo, de ser notado, de merecer algum olhar da sociedade pode virar, inclusive, uma anomalia social.

O que fazer para gerir tal vazio?

A verdade é que todos nós criamos narrativas e nos enxergamos dentro delas. A questão é sobre qual tipo de narrativa é essa.

https://www.youtube.com/watch?v=jidpJ4bhDDI