Das camuflagens

05 de abril, 2016 - por Max Franco

Texto é mesmo troço tolerante.
Cabe qualquer coisa no papel, até a verdade.
A palavra, por azar, é um barro fácil de moldar, de colocar uma diante da outra, ao seu bel prazer.
O lobo verborrágico pode se transformar no cordeiro mais singelo. Porque o discurso não olha a boca de onde sai. O roteiro não tem culpa do seu autor.
Não culpem as palavras, amigos. Culpem a boca.
Bocas falam porque é da boca falar.
Mas ao espremer essas palavras, colheremos alguma gota de fato?
O pusilânime nunca nos brinda com a própria mudez e os sinistros tendem à tagarelice.
Que tenhamos ouvidos para ouvir só o que não for camuflagem

Entre todos os vícios da alma humana, aquele que – hoje – me traz mais asco é a covardia.
Não há como se viver sem atrair alguma esquerda, mas enfrentar quem não se expõe para o combate é um incômodo perene.
A covardia é a maior qualidade dos fracos de espírito, dos que caminham com caráter capenga.