O que há de novo na Educação?

26 de maio, 2019 - por Max Franco

A inovação definitivamente invadiu a Educação.
Nesta vida de professor-palestrante-consultor que levo, acabo viajando bastante e tendo o privilégio de conhecer várias práticas educacionais de diversas escolas, faculdades e instituições. Também com a oportunidade de conferir o que rolou nessa última BETT Educar, percebo que há algumas tendências educacionais que vieram para ficar.
É lógico que é apenas uma percepção. Afinal, como afirma o pensador atual Yuval Hahari, podemos fazer todo um esforço para formar as novas gerações em algumas habilidades as quais, num futuro bem próximo, possam ser substituídas por um novo software e por um aplicativo no seu celular. É por isso que Hahari , Freire e Ausubel (além de outros educadores de renome) atestam que a pauta mais necessária para a Educação atual é a flexibilidade, ou a eficaz prática de “aprender a aprender”.
Nesse sentido, há algumas iniciativas no campo educacional da atualidade que têm tudo para não virarem “modinha” e, por isso, devem ser levadas a sério:
– Cultura Maker (ou movimento Maker): várias escolas e empresas estão se encaminhando para prover espaços e oportunidades de construção aos estudantes. É o pensamento “faça você mesmo” aplicado na escola. Portanto, laboratórios Maker estão se espalhando pelas instituições de ensino. São trabalhos voltados para a robótica, para customização de sucatas, atividades artísticas e produções tecnológicas. As crianças e adolescentes adoram e aprendem muito com a prática;
– Plataformas de ensino EAD: seja para o EAD 100%, seja para o ensino com o modelo híbrido, não há hoje mais como se trabalhar sem alguma plataforma digital. A instituição que não se adaptar, que não formar seus educadores, que não planejar como inserir a aula invertida ou a aula remota na sua prática educacional, logo, muito cedo, estará ultrapassada. Professores precisam dominar as novas tecnologias educacionais.
– Gamificação: um professor moderno precisa oferecer um blend aos seus alunos. A aula tradicional, expositiva, palestrada, conteudista, apassivadora de alunos, está moribunda em diversas partes do mundo. Na verdade, em alguns lugares, como na Finlândia, Suécia, Canadá, e outros países que figuram no topo do ranking educacional, essa aula já está mesmo é morta e enterrada. O professor precisa dominar outras ferramentas. Uma delas, das mais atraentes, é a gamificação da aula. São diversas as técnicas, dinâmicas e ferramentas digitais e não digitais que existem para oportunizar essa aplicação do pensamento gamificação e serious games na prática pedagógico. É fundamental aprender e fazer uso antes que a sua aula vire um dinossauro completo;
– Metodologias ativas: storytelling, PBL, POL, design thinking, mapas mentais… São inúmeras as metodologias que vieram com malas e caminhão de mudança para ficar (de vez) no mundo da Educação. O desafio é simples mas gigante: engajar cada vez mais os alunos. O problema é que nem nossos profissionais, nem nossas escolas e faculdades, estão preparados para as enormes demandas e transformações que a a Educação contemporânea está promovendo.
A sugestão (na verdade, a recomendação urgente!) é uma prática que todo ser vivo – que queira se manter assim – nesse planeta, deveria ter como pauta: adaptar-se.
Esta é única medida que qualquer escola ou profissional de Educação deveria ter hoje como 1o lugar na sua agenda: atualização.
Ou esse pessoal aprende e se moderniza ou vai virar peça de museu em pouquíssimo tempo.
Chega até ser irônico se pensar que a saída de qualquer escola, seja básica, seja superior, está justamente no produto que oferecem. É o laboratório farmacêutico precisando do próprio remédio. Mas, na verdade, do mesmo atualizado, modernizado.
O que a escola precisa fazer hoje é estudar!