A aposentadoria

11 de maio, 2016 - por Max Franco

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Campinas, 10.05.16

Em novembro de 2013, estava, como de hábito, bebericando um despretensioso o café na sala dos professores do colégio, em Fortaleza. O café era fraco, o calor, forte. Dois dos meus mais antigos (e queridos) colegas de trabalho, professores Paulo Wagner e Robério, discutiam animadamente.
Não hesitei mais do que um segundo e fui lá ter com eles. Paulo e Robério são sempre promessas dos melhores entretenimentos. Anos a fio, acompanhei os mais espirituosos relatos produzidos por estes dois célebres personagens clássicos dessa Escola na qual adentrei com dezoito anos. (Não fora ontem?! ) Entretanto, o tema do bate-papo dos dois me aturdiu, porque meus antigos (antigos? Eu falei “antigos”?!) amigos falavam de aposentadoria.
Como assim “aposentadoria”? Não estávamos apenas começando? Ainda não temos espinhas? A adolescência não havia sido ontem? Aposentadoria era antessala da morte. Nem pensar. Coisa de velho, de ocioso. Ou, pior, de velho ocioso.
Mas, eles tinham razão de discuti-lo, porque, de fato, estava na época para começar a tratar desse assunto.
Na época deles!
Não da minha.
Eu não aceitei cogitar que a minha vida profissional estaria chegando ao seu epílogo. Logo na hora em que estava ficando mais divertido! Logo quando estava aprendendo outras coisas. Não me conformei. Decidi subverter a ordem das coisas, me desinquietar, me propor um rompimento da ordem e da rotina. E, por isso, sem deixar completamente as minhas funções na querida Escola, me abri para o mercado.
Esta abertura me trouxe para o outro lado do país, para um universo completamente novo, desafiante e, decerto, amedrontador. Hoje, pensando no que fiz, mal consigo entender como tive tanta coragem (ou teria sido loucura?).
Nestes anos, fiz tanta coisa que não seria possível descrever em poucas linhas e encheria o saco do leitor mais paciente. Porém, posso resumir num verbo bem corrente: aprender.
Foi o que fiz. Aprendi mais nestes poucos anos do que havia aprendido em muitos.
E, entre as muitas coisas que aprendi, uma delas foi a de dar conta de atividades diversas. Encomendas completamente plurais que a vida me propunha e ainda – cada vez mais – me joga sobre a mesa.
Para servir como exemplo, cito apenas algumas agendas minhas neste mês de maio:
– Pela Afetur, dez dias de condução de grupo pela Itália;
– Pela Inova, lançamento do programa Inova Experience para 2017;
– Workshop de Storytelling na empresa Seculus, de BH;
– Aulas para o IBFE, em Campinas;
– Reunião da Euro2017, em Fortaleza, para o Santa Cecília;
– Lançamento dos cursos de Teatro e Violão, para o Colégio Master;
– Workshop sobre liderança e Storytelling para a EASE, também em Fortaleza.
Básico, não?!
Perdão, meus amigos, mas as chuteiras ainda vão ficar em campo por um tempo.
Algo a ver com aposentadoria?