Se eu fosse você, construtora, qual história contaria?

27 de setembro, 2016 - por Max Franco

Se eu fosse uma Construtora, qual história contaria para engajar meus clientes e colaboradores?

 

Olá, eu sou o Mike. Fala-se Maique, isso mesmo. Puseram o meu nome deste jeito, eu não tive culpa como, realmente, ninguém tem culpa pelo nome que lhe batizaram. Podia ser pior, você há de convir. O meu vizinho, por exemplo, se chama Wesley. Acredita? Quem nesse mundo consegue se chamar Wesley e ser levado a sério?!

Eu tenho 8 anos e já sou grande. Na verdade, tão grande que nem me deixam ficar de pé no sofá. Atitude que considero das mais arbitrárias e pouco democráticas. Afinal, o Pedrinho, que já tem 9 anos, e, por isso, já é quase pré-adolescente também concorda que ficar pulando em cima do sofá é um prêmio que merecemos.  Afinal, quase nunca fazemos bobeiras. Eu só quebrei o jarro predileto da mamãe e derrubei o computador do papai. Pior foi o Pedrinho sujou a cama inteira de areia. Ele queria fazer uma praia, foi o que disse. Ainda bem que pararam a brincadeira antes que ele colocasse a água.

Aqui em casa tem sempre confusão. Não confusão das ruins, mas das alegres. Até as brigas acabam em festa. Acho que somos felizes, sei lá. Não sei como é não ser feliz. Principalmente, depois que chegamos na casa nova. Tenho a impressão que aqui a infelicidade é proibida de entrar.

Eles dizem a casa era um sonho antigo. Eles estão juntos desde garotos. Desde a escola. E desde cedo aprenderam a sonhar e correr atrás dos sonhos. Sonharam com casamento, com filhos, com cachorro, com a casa… E a um a um, os sonhos foram se realizando. Mentira! Eles foram realizando os próprios sonhos.

A casa, por exemplo, foi um sonho sonhado, chorado, lutado, suado e, por fim, realizado. Eu me lembro dos olhos dos dois quando entraram pela primeira vez na casa podendo chamá-la de sua. Eu não sei se riam ou se choravam. Sei que se deitaram aqui na sala vazia e ficaram no chão se abraçando. Acho que era se abraçando.

Pelo que dizem e repetem, eles são felizes aqui. Nós somos felizes aqui. A casa é exatamente da forma que sonharam. É um sonho com paredes, cerquinha branca no jardim e janelas amplas. Um lugar tão bom que, se eu fosse um tijolo e não um cão, eu queria ser um tijolo desta casa.

Sim, eu não tinha ainda dito. Eu sou um cão. Dizem que sou um labrador. Mas, eu não sei muito o que é ser cachorro. Na verdade, acho que sou gente, que eles são meus pais e Pedrinho, meu irmão.

Talvez nem precisemos destes nomes, denominações e categorias. Este é um lugar onde a única palavra que importa é Amor. Cachorros talvez não saibam muita coisa. Talvez nem se saibam cachorros. Mas, pode ficar seguro de que sabemos o que é Amor. Aqui, nesta casa bonita, não há só quartos, paredes e móveis. Há Amor de sobra. Somos família, e uma família feliz.