A palavra é desperdício

20 de março, 2019 - por Max Franco

Não é nenhuma novidade que o Brasil é um país de enorme potencial turístico. É uma  nação com tudo aquilo que o turista deseja. Afinal, temos florestas espetaculares, litoral exuberante, rica cultura, gastronomia diversificada e uma moeda convidativa. Não obstante, também não faltam motivos para que o Brasil não apareça entre os primeiros países do mundo quando se trata da busca para o turismo. Temos problemas estruturais, de segurança pública  e de serviços que são essenciais para a um bom trabalho de receptivo e de atração de turistas.

Um dos maiores problemas da gestão do turismo no Brasil está relacionado não com aquilo que falta ao Brasil, mas justamente ao que temos em excesso. Há muita coisa que temos em abundância e, talvez por isso, não tratemos bem. Nós temos, por exemplo, o maior acúmulo de água doce do mundo e, ironicamente, tratamos muito mal os nossos recursos hídricos. Uma prova disso é a maneira como lidamos com os nossos rios urbanos e, em especial, com o famoso rio Tietê.

Paris tem o Sena, Londres, o Tâmisa, Nova Iorque, o Hudson. São Paulo tem o Tietê. Manter um rio urbano limpo é um desafio para toda grande cidade. No entanto, o que fazemos com o Tietê parece mais um conluio, um esforço concentrado, uma conspiração sistemática para matar o rio de uma vez por todas. A consequência não poderia ser pior, não como uma enorme dano ambiental, mas também como um grande desperdício no campo do turismo.

São incalculáveis os prejuízos causados pela nossa pouca inteligência em lidar com os nossos recursos naturais de modo sustentável.

Aqui discuto um pouco sobre os danos causados ao rio Tietê no ponto em que ele atravessa a cidade de Salto, em São Paulo.